segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ONU condena direitos humanos na Coreia do Norte

A morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il, de 69 anos, foi anunciada nesta segunda-feira por meio de um comunicado divulgado pela TV estatal, no mesmo dia em que o país testou um míssil de curto alcance na costa leste do país, segundo a mídia sul coreana.
A ONU aprovou um voto condenando o desrespeito aos direitos humanos da Coreia do Norte horas após o anúncio da morte do líder do país, Kim Jong-il, pelo inferno que ele proporcionou à Coreia do Norte, com o assassinato de milhares, se não milhões de pessoas, cuja economia foi devastada por décadas sob o "desgoverno" de Kim Jong-il.

A China, aliada da Coreia do Norte, estava entre os países contrários à resolução. A medida, que é adotada anualmente pela Assembleia Geral, manifesta "uma preocupação muito grave" com a "tortura" e as "condições desumanas de prisão, de execuções públicas e de detenções extrajudiciais e arbitrárias" na Coreia do Norte. Não houve debate sobre a resolução que já foi adotada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Geral. Estima-se que na década de 1990, sob o comando de Kim Jong-il, cerca de 1 milhão de norte-coreanos tenham morrido de fome. Mesmo em anos de safras boas, o Estado é incapaz de alimentar seus 25 milhões de habitantes.

E quem assume essa ditadura é Kim Jong-un, filho do falecido ditador, que vai assumir esse país totalmente destruído pela opressão e desigualdade. É triste a realidade da Coreia do Norte, devastada pela sua repressão à liberdade de expressão, a qual Kim Jong-il condenava toda a oposição que se manifestasse. Agora, só veremos os "interessados" em possíveis "alianças" com a Coreia do Norte, já que, nessa segunda feira, a secretária de Estado americana Hillary Clinton diz estar "preocupada com o bem-estar da população norte coreana". E que venham os hipócritas!

Informações de: Gazeta do Povo

domingo, 18 de dezembro de 2011

Escola adventista desconta dízimo de 10% do salário de seus funcionários

Uma prática comum nas igrejas chegou agora às instituições de ensino. A Escola Adventista do 7° Dia cobrava até recentemente, 10% do salário de seus funcionários como dízimo, nas unidades do Distrito Federal, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, de Tocantins e Goiás (cerca de mais de 3.000 funcionários).
Ultimamente a Escola Adventista precisou assinar um termo com o Ministério Público do Trabalho, e, para não pagar multa, se comprometeu a não fazer mais arrecadações a partir deste mês.

Em alguns locais, a cobrança era feita havia mais de um ano. A procuradora do Trabalho da 10ª Região Valesca Monte explicou que a denúncia surgiu em Araguaína (Tocantins), onde a instituição de ensino primeiro fez o compromisso de não exigir mais a contribuição. “O processo veio para que pudéssemos ajustar isso nacionalmente, para que todas as unidades da escola fossem obrigadas a se adequar à lei”, disse.


A Escola Adventista alegou que a prática era realizada a pedido dos funcionários que são membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, por uma questão de comodidade para eles, que não precisavam levar o dinheiro para os seus locais de culto. “O desconto não era feito de todos, nem mesmo da metade. Até porque, nas nossas escolas, a maioria dos funcionários não é adventista. O dinheiro ia diretamente para as igrejas”, disse Denison Lehr Unglaub, advogado da escola.

Segundo a procuradora, o empregador não pode fazer descontos no salário dos empregados, exceto a título de adiantamento ou nos casos em que há regulação por lei específica ou por contrato coletivo. Outra hipótese é a autorização prévia do trabalhador para que ele participe de programa odontológico, médico, de previdência privada ou se associe a alguma cooperativa. “O dízimo não está previsto em nenhuma dessas hipóteses. O desconto é ilegal”, afirmou Valesca.

E o pior de tudo, os funcionários que não concordavam com isso eram discriminados.

Fonte: Correio Braziliense

Rio gasta R$ 2,9 milhões no festival de músicas evangélicas da Globo


A prefeitura do Rio gastou R$ 2,9 milhões com a infraestrutura do Festival Promessas, de músicas gospel, realizado no dia 10, um sábado, no Aterro do Flamengo para a gravação de um especial da Rede Globo. Os gastos foram calculados para um público de 200 mil pessoas, mas compareceram apenas 20 mil, embora a apresentação tivesse incluído as principais estrelas desse tipo de música.

Os gastos são questionáveis primeiro porque a prefeitura financiou um evento de caráter religioso, o que a Constituição impede por se incompatível com o Estado laico, e, segundo, os recursos públicos beneficiaram uma emissora TV do setor privado.

O festival foi ao ar hoje (18) a partir das 13h. Temendo a repetição do fiasco na audiência da emissora, a cantora e pastora Ana Paula Valadão e o pastor Silas Malafaia fizeram apelo aos fiéis para que não deixassem de ver o programa.

A Folha de S.Paulo informou que Promessas surgiu de uma sugestão que Malafaia fez em 2010 a João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo. A sugestão “coincidiu com intenção antiga de se aproximar mais do segmento gospel”, de acordo com informação da emissora. O mercado gospel movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano.

Malafaia disse que a plateia do Promessas foi abaixo da expectativa porque os evangélicos estão “desconfiados” com a emissora por estarem “apanhando” dela há anos. “Globo tem doutorado em tecnologia, mas em mundo evangélico é analfabeta.”

Entre outras coisas, os evangélicos teriam ficado ofendidos com a referência do noticiário da emissora aos “ídolos” gospel porque eles rejeitam a idolatria.

Fonte: Paulopes e informações da Folha de S. Paulo


Viva o estado laico!

Livro "A Privataria Tucana"

Recentemente, foi lançado o livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., que contém diversos documentos e comentários à respeito de crimes, como lavagem de dinheiro, no governo de Fernando Henrique Cardoso. A "Grande Mídia", é claro, tentou fazer de tudo para boicotá-lo e não aparecer.

Mas como os tempos mudaram, graças à internet e as mídias sociais, o livro teve uma grande repercussão diante desta "mídia alternativa". Tanto que a primeira edição, que continha 30 mil exemplares, foi esgotada em poucos dias.
Logo nos primeiros dias, a "Grande Mídia" acabou escondendo sobre o lançamento deste livro, apenas depois de algum tempo teve menções de jornalistas da mesma.

"Espero que o livro não pare nos fantoches, as marionetes do "teatro" político e midiático. A corrupção começa no corruptor, não no corrupto, que é a parte menor da corrupção, onde costumam parar as investigações, nas poucas vezes em que são feitas. Os que seguram os fios dos bonecos permanecem no escuro e se passam por "benfeitores da humanidade", louvados pela mídia privada, sempre, como geradores de empregos e não como exploradores do trabalho e dos bens públicos, a qualquer custo, que é o que realmente são." (Eduardo Marinho)

O deputado Protógenes Queirós, o mesmo que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, por sua intermediação entre o Citibank e o governo FHC, está o usando o livro de base para a instalação da CPI da privataria, com a compra escandalosa do congresso brasileiro e do governo FHC pelo Citygroup, por boicotar dívidas, lavagens de dinheiro e etc.

Isso tudo demonstra cada vez mais que ao passar dos anos nós estamos desenvolvendo e muito a nossa "mídia alternativa", silenciando até a "Grande Mídia".

Vejam no link abaixo, pontos principais do livro em uma discussão com Amaury Ribeiro Jr.


domingo, 9 de outubro de 2011

Descontentamento Social nos E.U.A.


Ao completar 21 dias, o movimento Ocuppy Wall Street gerou expressões de protesto contra a desigualdade econômica e o poder financeiro em 45 dos 50 estados do país e se tornou assunto cotidiano nos meios de comunicação, nos estágios de poder de cúpula e nas ruas de dezenas de cidades.
“Somos 99 por cento” é um grito ouvido e visto de Tampa, na Flórida, a Portland, no Oregon (onde, de acordo com alguns meios de comunicação, 10 mil pessoas se manifestaram, na quinta-feira) e hoje montaram plantões e/ou realizaram marchas em San Diego, San Francisco, Minneapolis (onde se estabeleceu uma Praça do Povo, em frente à prefeitura local), Tampa e Atlanta.
A ocupação de Washington entrou em seu segundo dia, com cerca de 300 pessoas realizando uma assembleia geral, para definir agenda e ações, depois das marchas de ontem. Segundo os organizadores, há iniciativas, reuniões e outras atividades relacionadas, em 900 cidades e povoados.
Aqui na Praça Liberdade, a duas quadras de Wall Street, o plantão estabelecido em 17 de setembro continua gerando ecos em âmbito nacional e internacional.
Hoje cerca de 200 representantes da comunidade haitiana em Nova Iorque cruzaram a ponte do Brooklin e caminharam até a praça cantando “Ocupe Wall Street, não o Haiti”. Foram recebidos por um contingente de igual número de ocupantes da praça e caminharam juntos até o plantão. “Os mesmos banqueiros e capitalistas que estão levando os estadunidenses à pobreza, ao endividamento e à situação de sem teto empobreceram os haitianos durante décadas... a comunidade haitiana demonstrará sua solidariedade com os milhares que estão se levantando contra a avareza e a crise capitalistas”, declararam no seu comunicado público.
À tarde, no forum diário, manifestantes e simpatizantes ouviram os acadêmicos gregos sobre o movimento de resistência contra a austeridade na Grécia.
Aqui seguem os estudantes, agora acompanhados de sindicalistas, desempregados, profissionais ambientalistas, veteranos de guerra, uma brigada de avós pela paz, religiosos, um mosaico a cada dia mais diversificado. Fala-se de uma multidão de demandas e assuntos e, diante das críticas de que não há um programa de propostas, afirmam que há muitas, mas que, em essência, o ponto é demonstrar que “assim é que se tem uma democracia”, com a participação de todos. “Estamos abrindo um espaço democrático no umbigo da besta, Wall Street”.

Cada vez se unem mais

Com o aumento das ações no contexto nacional e o apoio de diversos setores sociais, continua a dramática transformação desta iniciativa, que ao nascer estava conformada quase exclusivamente por jovens brancos privilegiados. Agora alguns já chamam “movimento” a este esforço que começa a aglutinar os principais sindicatos e organizações sociais e comunitárias de todo tipo, elevando-se ao perfil de nova expressão social no panorama político nacional.
“Este movimento de protesto, Wall Street, contra a desigualdade econômica e social já aparece em 45 estados”, disse o noticiário nacional da NBC News. Na Praça Liberdade (Liberty Place), disse o repórter, não só há mais organização a cada dia, como receberam dezenas de milhares de dólares em doações, além de roupas, alimentos e mais.
Para outros noticiários, o fenômeno é reportado com seriedade, mas chega a ser cômico. Por exemplo, na CNN o subtítulo afirmava: “protestos de Wall Street explodem; expressam a ira contra os sistemas financeiros e políticos”. Enquanto isso, uma locutora resume: “há muita gente zangada lá fora”. E pergunta a sua repórter que está na praça se já é algo como a Praça Tahir, no Cairo, e a resposta é que isso está por se ver, que poderia ser. Aparentemente não se davam conta de que isso implicaria na derrubada do governo pelo movimento.
Alguns analistas, comentaristas, acadêmicos e estrategistas políticos mais conhecidos debatem se é o início de uma expressão popular progressista, como uma espécie de contrapartida do ultraconservador Tea Party, se ajudará ou atrapalhará as perpectivas eleitorais de Barack Obama, se é uma expressão “efetiva” ou se pode “detonar uma revolução”. Por outro lado, os pré-candidatos presidenciais republicanos denunciam o Occupy Wall Street como perigoso, por promover “a guerra de classes” e por ser “anticapitalista” e, por isso, “anti-americana”.
O economista prêmio Nobel, Paul Krugman, escreveu hoje, em sua coluna no New York Times, “algo está acontecendo aqui. O que é, não está bem claro, mas poderíamos, enfim, estar vendo o surgimento de um movimento popular que, diferente do Tea Party, está furioso com as pessoas indicadas.” Acrescenta que “a acusação dos manifestantes de Wall Street, como uma força destrutiva, econômica e politicamente, é completamente correta”. Krungman adverte que “agora, com sindicatos e um número crescente de democratas expressando, pelo menos, um apoio qualificado aos manifestantes, Occupy Wall Street começa a ser visto como um ato importante que, eventualmente, poderia ser considerado um ponto crítico.”
Em Nova Iorque, alguns se queixam da “incivilidade geral” na praça, e o ruído da incansável batucada, como disse um cidadão no programa de rádio de linha aberta com o prefeito Michael Bloomberg, membro destacado do um por cento mais rico do país. “Estamos agindo de maneira que o problema não cresça e protegendo os direitos de todos. Não há soluções fáceis aqui e só posso dizer que estamos trabalhando nisso”. Ainda que estivesse falando do “incômodo” físico que causava a manifestação, poderia muito bem estar falando politicamente a mesma coisa. Mas, ao que parece, já é tarde demais – “o problema” já cresceu.

Traduzido de: La Jornada

sábado, 8 de outubro de 2011

Religião

“A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis” (Albert Einsten)

Religião, basicamente definida por uma palavra: Desconhecimento. Com isso, a maioria das coisas que o ser humano desconhece ele empurra para a religião para conseguir explicar, sempre foi assim, desde os tempos antigos.
Nada mais é também do que algo que os fracos possam desabafar e se prenderem naquilo, procurando assim, resolver seus problemas; algo tanto quanto inútil.
Como se estivéssemos no famoso "Mito da Caverna", de Platão. Nossas mentes acorrentadas sobre uma caverna a qual passa um feixe de luz e só podemos ver as sombras. Contudo, como não sabemos o que são essas sombras e porque elas estão ali, nós criamos várias imagens e supostas teorias para poder explicar, porém, Deus não pode ser explicado pela razão.
Conforme ao passar dos tempos, alguns de nós conseguimos nos livrar das correntes e seguir para o caminho da luz, onde vemos toda a realidade que se diferencia daquela história fictícia, e os que tentam mostrar o que viram para os outros, são ignorados e rejeitados, já que as sombras são mais confortáveis e seguras. Não precisamos saber porque estamos aqui ou como tudo começou, apenas viva.

sábado, 24 de setembro de 2011

Amor


Desejos impossíveis,
Quanto mais impossíveis melhor,
Pois só assim o amor surgirá,
Através de pontadas horríveis,

Eros, ó senhor do belo,
Explique-me como é possível,
Amar a si próprio,
Pois quem ama a si próprio,
Amas aquilo que não és

A carência,
A persistência,
A malemolência,
Todos juntos, floridos, unidos

Segundo Platão, o amor verdadeiro é carente, e belo. Logo, o amor é aquele que carece do belo. Porém existem várias subcategorias presentes neste tema, e, para muitos, é algo incondicial, impossível de se ter.

Conhecimento


"O conhecimento só é válido quando posto em prática" (Gandhi)

Conhecimento, nada mais nada menos do que um conjunto de experiências e teoria, ambos caminham lado a lado, para não cair nas garras da hipocrisia.
Em falar hipócritas, estão em todos os lugares com o dito cujo "Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço", meros ratos sujos da sociedade.
Pena que muitos empiristas só conseguem ver que precisam da experiência primeiro para obter conhecimento, pelo ao contrário, tudo o que fazemos para obter conhecimento tem que haver uma coerência entre teoria e prática, só assim para ambos caminharem.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Teorias #1: Coisas Utópicas


Bom, às vezes paro pra pensar sobre variados assuntos, e me dei de cara logo com este, sobre coisas utópicas, ou seja, coisas fantasiosas, perfeitas, que não existem.

Liberdade: O principal significado utópico, pois nem todos somos livres para o que quisermos, somos menos livres do que imaginamos, pois somos presos e forçados a tudo que nos impõem, alguns sendo até influenciados por esses meios.

Paz: Um dos principais pontos de contradição da mídia, pois sempre pretendem propagar a paz sendo que é algo impossível, pois vivemos e vivemos de guerras, é assim com que aprendemos a criar alguns conceitos, o que me parece difícil nesses últimos séculos.

Preconceito: Principal palavra utópica do cotidiano, pois sempre foi e será algo de nossa natureza, julgamos tudo e todos independentemente das máscaras que criamos anti-preconceito, só basta nós fecharmos a boca. O engraçado é que enfatizam tanto em propagandas anti-preconceito, liberdade e paz para iludir o povo que acabam esquecendo de coisas mais importantes, como educação e saúde.

E por assim e diante, temos vários assuntos/palavras/sentidos utópicos, porém, destaquei um dos três principais em minha opinião. Pretendo continuar com esta série sobre minhas teorias, é algo inovador para o meu estilo de escrita.

Cegueira consumista


Ultimamente venho notando muito como as pessoas estão virando "zumbis", comandados pelas mídias a serem extremamente consumistas.
Aliás, desde que existia o sistema capitalista, afinal, existia toda essa jogada de propaganda. Induzidos, programados, desinformados, superficializados, cheios de preconceitos e iludidos.
Venho notando também que a própria mídia cria sua "oposição", contra seus sermões. O que acaba como um mero teatro, encenações e encenações, e nada por resolvido.
E essa suposta oposição, possuem um ar dentro de si de serem 'alternativos', diferentes, mas como todos que participam dessa oposição querem ser assim, viram todos iguais. "Porque a culpa é de nossa sociedade capitalista, que nos tratam como escravos de nossos fins", dizem eles, porém ainda são hipócritas o suficiente de seguirem religiosamente todos os conceitos midiáticos, coitados.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dívida Pública


Todo ano, o orçamento brasileiro leva uma mordida que come metade do seu montante, para pagamento a bancos internacionais dos juros de uma dívida que não diminui, que foi constituída de forma obscura, que muda de nome para se atualizar e que foi investigada por uma CPI, evidentemente sem divulgação por parte da auto denominada "imprensa livre". Livre pra mentir, enganar e distorcer a realidade em favor dos mais poderosos e ricos e em prejuízo do povos, cada vez mais espremidos para enriquecer mais e mais os grandes bancos e empresas internacionais e seus cúmplices nacionais, concentrando mais e mais poder e aumentando mais e mais o controle privado sobre os Estados. No link abaixo, algumas investigações feitas pela CPI da Dívida Pública, na Câmara dos Deputados. Que transcorreu e acabou sob o silêncio da mídia. (Eduardo Marinho)

http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/blog/2011/06/21/inflacao-divida-publica-2/

Ensino Religioso


Estou voltando à uma polêmica de uns meses atrás, mas me impressionou bastante a hipocrisia do Estado brasileiro.
Dizem que somos um país laico, ou seja, não misturamos religião com política, e etc. Mas pelo que me parece não é muito bem assim o que está ocorrendo ultimamente, 11 Estados brasileiros não seguem a lei do laicismo, e impõem rigorosamente o ensino religioso, o que estava causando uma enorme polêmica na mídia.
Para vermos mesmo como estamos muito evoluídos, não é mesmo? Já basta o nosso ensino público de terceiro mundo, e agora isso também.
Pobre Brasil, lotado de cegos e iludidos por falsos líderes que roubam seus pensamentos e sonhos.

domingo, 20 de março de 2011

Revolução

"Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação" (
Sophia de Mello Breyner)

O Oriente descobriu sua liberdade de expressão, aprendeu a dizer não, aprendeu a revolucionar, infelizmente, com a lenta influência ocidental.

terça-feira, 1 de março de 2011

Ciência e Arte


Ciência e Arte,
Arte e Ciência,
Me pergunto,
Qual a diferença,

Ciência demonstra,
Arte expressa,
Ciência é a razão,
Arte imaginação,

Ciência é para os inteligentes,
Arte é para os sábios,

Uma simples regra,
És inteligente,
Ou és sábio,

Mas se queres mudar o mundo,
Deverás ser algo mais,
Deverás ser um gênio,
A ponta da faca,
A agulha no palheiro,

Deverás ser a exceção,
Deverás deixar a ciência para o cérebro,
E a Arte para o coração


Um poema simples, talvez com alguns erros, mas qual é a relevância dos erros se a mensagem é boa, o poema expressa que de certo modo a razão depende da imaginação, um complemento. Tem certas coisas que a imaginação não pode provar, então essa tarefa cabe a razão, mas quando a razão não consegue provar, então só nos resta imaginar. Um grande sábio já dizia:
"Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que sonha nossa vã filosofia"

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ignorância


Uma vez eu me perguntei qual a diferença entre o Inteligente, o Medíocre e o Estúpido. A resposta é que ambos são ignorantes, o inteligente reconhece sua ignorância, porém não se conforma, apesar de saber que sempre será ignorante. O medíocre reconhece sua ignorância, porém se conforma. E o estúpido ? O estúpido não reconhece nada, e se conforma pela sua ignorância a qual ele sequer reconheceu.

Feminismo


"Em 1974, a seguir ao 25 de Abril, um grupo de mulheres reuniu-se no alto do Parque Eduardo VII para – segundo foi anunciado – queimar soutiens e outros adereços femininos. Os homens acorreram em massa, na óbvia expectativa de verem as mulheres despirem-se e deitarem os seus próprios soutiens na fogueira. Assim, o que deveria ser uma manifestação feminista acabou por desembocar exactamente no contrário: numa concentração de machos voyeurs. Não me recordo de como a coisa acabou, mas creio que meteu intervenção da Polícia.

Apesar deste mau arranque, o fervor das feministas portuguesas (lideradas pelas célebres ‘três Marias’) não esmoreceu. A partir daí, empenharam-se em destruir todos os símbolos femininos, considerados sinais de ‘escravidão’. Os cabelos compridos eram identificados com as mulheres? Pois cortem-se os cabelos! As saias eram usadas pelas mulheres? Pois vistam-se calças! Os sapatos de salto alto só eram calçados por mulheres? Pois acabe-se com os saltos e calcem-se mocassins! E assim por diante. Tudo o que, de perto ou de longe, cheirasse a ‘feminino’, era imediatamente banido e lançado à fogueira. Vivia-se o renascer do espírito do auto-de-fé.

Embora na época eu não tenha reflectido muito sobre o tema, logo me pareceu haver alguma coisa de errado nessa atitude. Mas só mais tarde percebi o porquê. O feminismo assentava num equívoco. Destruindo os soutiens, cortando os cabelos, abolindo as saias, pondo de lado os saltos altos, as feministas começaram a parecer-se cada vez mais com os homens. Para distinguir certas mulheres era preciso olhar duas vezes – e o que nos fazia desconfiar não estarmos perante um homem era apenas, normalmente, a reduzida estatura." (Autor Desconhecido)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Assalto Discreto


Já pararam para pensar o tanto de dinheiro que gastamos atoa? Muitas pessoas apenas compram uma roupa pela marca, e esquece da essência da roupa, pessoas estão necessitadas de marcas, qual o valor de uma marca?
Esquecemos muitas vezes do real significado das coisas, simplesmente compramos. O dinheiro que se ganha, a sociedade faz questão de tomar de volta, faça um teste um dia, pegue seu dinheiro e vá ao shopping, duvido muito que não gaste nada, o próprio shopping é feito para arrancar dinheiro, é tudo psicológico, trabalhamos para gastar.
Você está em casa, liga a televisão, e lá já tem milhares de anúncios para arrancar dinheiro, você usa a internet e lá tem milhares de propagandas querendo seu dinheiro, você sai de casa, e tem várias pessoas querendo seu dinheiro, isso é a verdade, as pessoas tentam arrancar seu dinheiro de vários modos, não te digo para não gastar seu dinheiro, só te digo para respirar fundo e pensar "Isso que compro realmente me fará bem ?", "Eu realmente preciso disto que querem me vender ?", pense mais assim, não seja uma das milhares de pessoas hipnotizadas pelas propagandas.

Um sábio uma vez falou:
"O dinheiro não traz felicidade para quem não sabe o que fazer com ele."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe."


Ricos, são muito frágeis, não sabem fazer nada.
O Burguês põe uma classe inteira pra trabalhar para ele e deixando esses mesmos em condições mínimas de subsistência, e os pobres é que são selvagens?
O ser humano, como disse Jean Jacques Rousseau, não é violento, se você põe ele numa cerca e diz que ali é o lugar dele, ele fica, e não sai. O Pobre faz tudo e o rico é superior porque fica parado.
Os ricos dependem dos pobres para sobreviver.

"Cemitério Campestre"


Um cemitério campestre, abandonado na solidão e no abandono do abandonado semi-árido. Com o êxodo rural, é muito provável que até as almas tenham se exilado daquele campo santo do sertão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011



Sem dúvida, uma de minhas principais influências. Grande mestre!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Absurdo


Esfaquear, a nova moda que há
Vamos, junte-se também,
Competir quem mata mais,
Na covardia que me satisfaz,

A nova moda é matar descaradamente,
Desde churrascos até mesmo na calçada,
Depois que são presos são bem tratados,
Com nosso dinheiro muito suado,

São soltos depois de pouco tempo,
Graças essa justiça safada que nunca entendo,
Precária, mal ajustada,
Talvez nem um pouco desengonçada,

Isto é um absurdo!

Poema Comunista


- Quem é esse homem sombrio
Duro rosto, claro olhar,
Que cerra os dentes e a boca
Como quem não quer falar?
- Esse é o Jaime Rebelo,
Pescador, homem do mar,
Se quisesse abrir a boca,
Tinha muito que contar.

Ora ouvireis, camaradas,
Uma história de pasmar.

Passava já de ano e dia
E outro vinha de passar,
E o Rebelo não cansava
De dar guerra ao Salazar.
De dia tinha o mar alto,
De noite, luta bravia,
Pois só ama a Liberdade,
Quem dá guerra à tirania.
Passava já de ano e dia...
Mas um dia, por traição,
Caiu nas mãos dos esbirros
E foi levado à prisão.

Algemas de aço nos pulsos,
Vá de insultos ao entrar,
Palavra puxa palavra,
Começaram de falar
- Quanto sabes, seja a bem,
Seja a mal, hás de contá-lo,
- Não sou traidor, nem perjuro;
Sou homem de fé: não falo!
- Fala: ou terás o degredo,
Ou morte a fio de espada.
- Mais vale morrer com honra,
Do que vida deshonrada!

- A ver se falas ou não,
Quando posto na tortura.
- Que importam duros tormentos,
Quando a vontade é mais dura?!

Geme o peso atado ao potro
Já tinha o corpo a sangrar,
Já tinha os membros torcidos
E os tormentos a apertar,
Então o Jaime Rebelo,
Louco de dor, a arquejar,
Juntou as últimas forças
Para não ter que falar.
- Antes que fale emudeça! -
Pôs-se a gritar com voz rouca,
E, cerce, duma dentada,
Cortou a língua na boca.

A turba vil dos esbirros
Ficou na frente, assombrada,
Já da boca não saia
Mais que espuma ensanguentada!

Salazar, cuidas que o Povo
Te suporta, quando cala?
Ninguém te condena mais
Que aquela boca sem fala!

Fantasma da sua dor,
Ainda hoje custa a vê-lo;
A angústia daquelas horas
Não deixa o Jaime Rebelo.
Pescador que se fez homem
Ao vento livre do Mar,
Traz sempre aquela visão
Na sombra dura do olhar,
Sempre de boca apertada,
Como quem não quer falar. (Jaime Cortesão)

Este poema circulou clandestinamente nos anos trinta e foi publicado no Avante em 1937 .

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Gnose (A Um Passo do Infinito)"


Procurei se seu nome estava lá,
procurei se sua alma estava viva,
O véu que limita o delicado piscar de olhos de nossa existência,
Eu ficava inquieto, querendo saber qual seria a verdade de tudo,
Apenas três coroas de flores amarelas em frente de sua sepultura,
Agora essa alma não é mais sua

Gnose significa conhecimento,
O agnóstico não tem certeza de seus pensamentos,
Se é real ou uma mera ilusão,
A razão não pode provar tudo

Rabiscado no cimento que unia as placas,
de concreto cobria sua sepultura,
Um círculo de amigos em volta,
enquanto rezavam para a sua alma pura,

Havia também um estranho,
que procurava pela sepultura de sua mãe,
com lágrimas no rosto de preocupação,
buscando pela que seria a razão,

Achar-se único,
Achar-se solitário,
julgar que tudo é por puro acaso,
sabemos que o infinito exite,
mas não podemos alcançá-lo

Esperteza


O patrão é esperto,
Trocou o escravo pelo assalariado,
Pro escravo você tem que dar o quê comer,
Pro assalariado você não tem nada a fazer,
Pro escravo você tem que dar medicamentos,
Pro assalariado você pode deixar ele em um monte de excrementos,
O escravo não pode morrer,
O assalariado tem que se virar para viver.


Nada mais rotineiro do que a vida de um assalariado, obrigado a fazer as mesmas tarefas todo o dia, como se fossem máquinas, fantoches usados para a produção em massa.