quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Gnose (A Um Passo do Infinito)"


Procurei se seu nome estava lá,
procurei se sua alma estava viva,
O véu que limita o delicado piscar de olhos de nossa existência,
Eu ficava inquieto, querendo saber qual seria a verdade de tudo,
Apenas três coroas de flores amarelas em frente de sua sepultura,
Agora essa alma não é mais sua

Gnose significa conhecimento,
O agnóstico não tem certeza de seus pensamentos,
Se é real ou uma mera ilusão,
A razão não pode provar tudo

Rabiscado no cimento que unia as placas,
de concreto cobria sua sepultura,
Um círculo de amigos em volta,
enquanto rezavam para a sua alma pura,

Havia também um estranho,
que procurava pela sepultura de sua mãe,
com lágrimas no rosto de preocupação,
buscando pela que seria a razão,

Achar-se único,
Achar-se solitário,
julgar que tudo é por puro acaso,
sabemos que o infinito exite,
mas não podemos alcançá-lo

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