quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"O Operário em Construção"


"Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão."
(Vinícius de Moraes)

Operários, aqueles que levantam uma base, aqueles melhoram a infraestrutura, infelizmente, não tem sua valorização. O operário faz as roupas de elite, mas eles se vêm distante. O operário faz casas e mansões, mas os ricos que são valorizados.
Artesãos, camponeses, nobres e proletários; tomam nas mãos e parados com facas pois são obrigados a lutarem uns contra os outros. Audazes na subversão, os professores aditam à história das classes dominantes a história das classes dominadas.
O proletariado aprendeu a aprender. De cabo a rabo explorado, em todo o lugar: na fábrica, no arado, na pua e na grua do navio. A instrução era necessária e ele foi obrigado à escola, sem querer, pois foi o escasso o aprendizado, e no mais das vezes falsificado. Mas aprendeu a saber do poder do saber, e a ter sede do próprio saber.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Falsa Superioridade


Essa "superioridade" é plenamente "justificada", diante da visão superficial, pela educação mais refinada, qualificada, por um padrão de consumo bem acima da maioria, pelo acesso a um volume de informações exageradamente superior e inúmeras outras facilidades, condições restritas a minorias tanto menores quanto mais altos forem os padrões. E se confirma de forma irônica, pela necessidade que há de serviçais para manutenção desses padrões. Ao invés de perceber a fragilidade e dependência expostas, prefere-se distorcer a realidade e apresentar a exploração do trabalho mal pago como um “benefício”, o fato de “oferecer empregos”. Esconde-se a dependência e a fragilidade, maquiada, é apresentada como fortaleza: "eu pago!"

Mimos


Crianças mimadas, crescem do bom e do melhor e só pensam no próprio umbigo. Quando isso irá mudar?
Acabam virando seres arrogantes, desperdiçam tudo do que tem porque desejam ter muito mais, enquanto alguns se contentam com a miséria que tem. O desperdício gera uma satisfação, sendo que com esse desperdício poderia igualar um pouco mais as classes, tanto quanto o mimado e o miserável ficarem satisfeitos. A descontentação do mesmo gera uma agonia imensa, a ponto de vir enfrentar as outras classes para seu ego ir até as alturas, mostrando ainda mais a desigualdade social e a repressão mental.
Quando seus mimos acabam, tentam fazer de tudo só para tê-los novamente, ou seja, se passam por uma falsa imagem só para alcançar seu interesse, simples, pois assim ele não vê a realidade, e isso é deprimente.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Globalização


Países interligados, pessoas conectadas, essa é a globalização acabando com a cultura de países menos desenvolvidos. Uma armadilha perfeita para os países desenvolvidos para instalarem suas empresas nos países pobres do sul. Assim, dependemos dos países ricos, tendo uma desvalorização nas nossas empresas estatais, causando uma dependência econômica e até tecnológica.
Faz com que o Estado pare de investir em si e invista no capital estrangeiro, o qual até perdemos nossas tradições de origem, resultando até em uma cultura dependente.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lucro Particular


Bom, isto é nada mais nada menos do que um pequeno desabafo em relação às escolas particulares, devida as suas grandes ganâncias e hipocrisias.

Bom, estudo em uma escola particular, e esses dias ouve uma espécie de reunião das salas, onde a coordenadora estava falando sobre o ensino técnico e a desvalorização profissional, mas falou tudo errado. "Bom, quero que vocês pensem muito antes de fazer um vestibulinho, vocês não são valorizados lá fora, porque lá vocês são números, e aqui vocês são pessoas", engraçado, eles valorizam meu dinheiro, isso sim, não minha psicologia. Nada como uma mente repressora para arrancar até o nosso último centavo, refletindo a desigualdade social da educação cada vez mais.
Fora que, ela começou a falar que o ensino deles podem até ser superiores comparado à um ensino de uma faculdade pública (Unicamp, como citaram) e falam da moleza que os alunos levam lá.
Conhecimento não se adquire na moleza, e sim uma dádiva de nosso esforço, estudando cada vez mais e nos tornando conscientes, reflexivos.
Cada vez mais a privatização do ensino reflete na desvalorização profissional, por que será que nossos "cérebros pensantes" migram para o exterior? Há falta de investimentos na educação, e sem uma base não tem como se desenvolver, culpa de uma infraestrutura precária, a terceirização do ensino público, fazendo assim com que burgueses saem no lucro, já que só eles estão com mais de 46% do PIB brasileiro. "Falta cultura pra cuspir na estrutura."

sábado, 6 de novembro de 2010

"Discrepância da Educação"


Nossa educação pública vem decaindo ao passar dos anos, isso se refere a péssima infraestrutura (falta de materiais, orçamento, etc..) e também as escolas privadas.
Escolas particulares, as quais extorquem até seu último centavo, o que piora cada vez mais a situação pública. Sabe qual é o jeito de melhorar tudo isso? O jeito é se políticos colocarem seus filhos em escolas de ensino fornecidas pelo próprio estado o qual ele é empregado. Mandem eles colocarem seus filhos em transportes públicos e escolas públicas pra ver se eles não iriam investir muito mais nesse setor. Fazer o quê, se eles não fazem isso é porque nem mesmo eles confiam no próprio sistema que complementam.
Situação precária, falta de um sistema democrático.