quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ignorância


Uma vez eu me perguntei qual a diferença entre o Inteligente, o Medíocre e o Estúpido. A resposta é que ambos são ignorantes, o inteligente reconhece sua ignorância, porém não se conforma, apesar de saber que sempre será ignorante. O medíocre reconhece sua ignorância, porém se conforma. E o estúpido ? O estúpido não reconhece nada, e se conforma pela sua ignorância a qual ele sequer reconheceu.

Feminismo


"Em 1974, a seguir ao 25 de Abril, um grupo de mulheres reuniu-se no alto do Parque Eduardo VII para – segundo foi anunciado – queimar soutiens e outros adereços femininos. Os homens acorreram em massa, na óbvia expectativa de verem as mulheres despirem-se e deitarem os seus próprios soutiens na fogueira. Assim, o que deveria ser uma manifestação feminista acabou por desembocar exactamente no contrário: numa concentração de machos voyeurs. Não me recordo de como a coisa acabou, mas creio que meteu intervenção da Polícia.

Apesar deste mau arranque, o fervor das feministas portuguesas (lideradas pelas célebres ‘três Marias’) não esmoreceu. A partir daí, empenharam-se em destruir todos os símbolos femininos, considerados sinais de ‘escravidão’. Os cabelos compridos eram identificados com as mulheres? Pois cortem-se os cabelos! As saias eram usadas pelas mulheres? Pois vistam-se calças! Os sapatos de salto alto só eram calçados por mulheres? Pois acabe-se com os saltos e calcem-se mocassins! E assim por diante. Tudo o que, de perto ou de longe, cheirasse a ‘feminino’, era imediatamente banido e lançado à fogueira. Vivia-se o renascer do espírito do auto-de-fé.

Embora na época eu não tenha reflectido muito sobre o tema, logo me pareceu haver alguma coisa de errado nessa atitude. Mas só mais tarde percebi o porquê. O feminismo assentava num equívoco. Destruindo os soutiens, cortando os cabelos, abolindo as saias, pondo de lado os saltos altos, as feministas começaram a parecer-se cada vez mais com os homens. Para distinguir certas mulheres era preciso olhar duas vezes – e o que nos fazia desconfiar não estarmos perante um homem era apenas, normalmente, a reduzida estatura." (Autor Desconhecido)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Assalto Discreto


Já pararam para pensar o tanto de dinheiro que gastamos atoa? Muitas pessoas apenas compram uma roupa pela marca, e esquece da essência da roupa, pessoas estão necessitadas de marcas, qual o valor de uma marca?
Esquecemos muitas vezes do real significado das coisas, simplesmente compramos. O dinheiro que se ganha, a sociedade faz questão de tomar de volta, faça um teste um dia, pegue seu dinheiro e vá ao shopping, duvido muito que não gaste nada, o próprio shopping é feito para arrancar dinheiro, é tudo psicológico, trabalhamos para gastar.
Você está em casa, liga a televisão, e lá já tem milhares de anúncios para arrancar dinheiro, você usa a internet e lá tem milhares de propagandas querendo seu dinheiro, você sai de casa, e tem várias pessoas querendo seu dinheiro, isso é a verdade, as pessoas tentam arrancar seu dinheiro de vários modos, não te digo para não gastar seu dinheiro, só te digo para respirar fundo e pensar "Isso que compro realmente me fará bem ?", "Eu realmente preciso disto que querem me vender ?", pense mais assim, não seja uma das milhares de pessoas hipnotizadas pelas propagandas.

Um sábio uma vez falou:
"O dinheiro não traz felicidade para quem não sabe o que fazer com ele."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe."


Ricos, são muito frágeis, não sabem fazer nada.
O Burguês põe uma classe inteira pra trabalhar para ele e deixando esses mesmos em condições mínimas de subsistência, e os pobres é que são selvagens?
O ser humano, como disse Jean Jacques Rousseau, não é violento, se você põe ele numa cerca e diz que ali é o lugar dele, ele fica, e não sai. O Pobre faz tudo e o rico é superior porque fica parado.
Os ricos dependem dos pobres para sobreviver.

"Cemitério Campestre"


Um cemitério campestre, abandonado na solidão e no abandono do abandonado semi-árido. Com o êxodo rural, é muito provável que até as almas tenham se exilado daquele campo santo do sertão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011



Sem dúvida, uma de minhas principais influências. Grande mestre!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Absurdo


Esfaquear, a nova moda que há
Vamos, junte-se também,
Competir quem mata mais,
Na covardia que me satisfaz,

A nova moda é matar descaradamente,
Desde churrascos até mesmo na calçada,
Depois que são presos são bem tratados,
Com nosso dinheiro muito suado,

São soltos depois de pouco tempo,
Graças essa justiça safada que nunca entendo,
Precária, mal ajustada,
Talvez nem um pouco desengonçada,

Isto é um absurdo!

Poema Comunista


- Quem é esse homem sombrio
Duro rosto, claro olhar,
Que cerra os dentes e a boca
Como quem não quer falar?
- Esse é o Jaime Rebelo,
Pescador, homem do mar,
Se quisesse abrir a boca,
Tinha muito que contar.

Ora ouvireis, camaradas,
Uma história de pasmar.

Passava já de ano e dia
E outro vinha de passar,
E o Rebelo não cansava
De dar guerra ao Salazar.
De dia tinha o mar alto,
De noite, luta bravia,
Pois só ama a Liberdade,
Quem dá guerra à tirania.
Passava já de ano e dia...
Mas um dia, por traição,
Caiu nas mãos dos esbirros
E foi levado à prisão.

Algemas de aço nos pulsos,
Vá de insultos ao entrar,
Palavra puxa palavra,
Começaram de falar
- Quanto sabes, seja a bem,
Seja a mal, hás de contá-lo,
- Não sou traidor, nem perjuro;
Sou homem de fé: não falo!
- Fala: ou terás o degredo,
Ou morte a fio de espada.
- Mais vale morrer com honra,
Do que vida deshonrada!

- A ver se falas ou não,
Quando posto na tortura.
- Que importam duros tormentos,
Quando a vontade é mais dura?!

Geme o peso atado ao potro
Já tinha o corpo a sangrar,
Já tinha os membros torcidos
E os tormentos a apertar,
Então o Jaime Rebelo,
Louco de dor, a arquejar,
Juntou as últimas forças
Para não ter que falar.
- Antes que fale emudeça! -
Pôs-se a gritar com voz rouca,
E, cerce, duma dentada,
Cortou a língua na boca.

A turba vil dos esbirros
Ficou na frente, assombrada,
Já da boca não saia
Mais que espuma ensanguentada!

Salazar, cuidas que o Povo
Te suporta, quando cala?
Ninguém te condena mais
Que aquela boca sem fala!

Fantasma da sua dor,
Ainda hoje custa a vê-lo;
A angústia daquelas horas
Não deixa o Jaime Rebelo.
Pescador que se fez homem
Ao vento livre do Mar,
Traz sempre aquela visão
Na sombra dura do olhar,
Sempre de boca apertada,
Como quem não quer falar. (Jaime Cortesão)

Este poema circulou clandestinamente nos anos trinta e foi publicado no Avante em 1937 .

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Gnose (A Um Passo do Infinito)"


Procurei se seu nome estava lá,
procurei se sua alma estava viva,
O véu que limita o delicado piscar de olhos de nossa existência,
Eu ficava inquieto, querendo saber qual seria a verdade de tudo,
Apenas três coroas de flores amarelas em frente de sua sepultura,
Agora essa alma não é mais sua

Gnose significa conhecimento,
O agnóstico não tem certeza de seus pensamentos,
Se é real ou uma mera ilusão,
A razão não pode provar tudo

Rabiscado no cimento que unia as placas,
de concreto cobria sua sepultura,
Um círculo de amigos em volta,
enquanto rezavam para a sua alma pura,

Havia também um estranho,
que procurava pela sepultura de sua mãe,
com lágrimas no rosto de preocupação,
buscando pela que seria a razão,

Achar-se único,
Achar-se solitário,
julgar que tudo é por puro acaso,
sabemos que o infinito exite,
mas não podemos alcançá-lo

Esperteza


O patrão é esperto,
Trocou o escravo pelo assalariado,
Pro escravo você tem que dar o quê comer,
Pro assalariado você não tem nada a fazer,
Pro escravo você tem que dar medicamentos,
Pro assalariado você pode deixar ele em um monte de excrementos,
O escravo não pode morrer,
O assalariado tem que se virar para viver.


Nada mais rotineiro do que a vida de um assalariado, obrigado a fazer as mesmas tarefas todo o dia, como se fossem máquinas, fantoches usados para a produção em massa.