domingo, 9 de outubro de 2011

Descontentamento Social nos E.U.A.


Ao completar 21 dias, o movimento Ocuppy Wall Street gerou expressões de protesto contra a desigualdade econômica e o poder financeiro em 45 dos 50 estados do país e se tornou assunto cotidiano nos meios de comunicação, nos estágios de poder de cúpula e nas ruas de dezenas de cidades.
“Somos 99 por cento” é um grito ouvido e visto de Tampa, na Flórida, a Portland, no Oregon (onde, de acordo com alguns meios de comunicação, 10 mil pessoas se manifestaram, na quinta-feira) e hoje montaram plantões e/ou realizaram marchas em San Diego, San Francisco, Minneapolis (onde se estabeleceu uma Praça do Povo, em frente à prefeitura local), Tampa e Atlanta.
A ocupação de Washington entrou em seu segundo dia, com cerca de 300 pessoas realizando uma assembleia geral, para definir agenda e ações, depois das marchas de ontem. Segundo os organizadores, há iniciativas, reuniões e outras atividades relacionadas, em 900 cidades e povoados.
Aqui na Praça Liberdade, a duas quadras de Wall Street, o plantão estabelecido em 17 de setembro continua gerando ecos em âmbito nacional e internacional.
Hoje cerca de 200 representantes da comunidade haitiana em Nova Iorque cruzaram a ponte do Brooklin e caminharam até a praça cantando “Ocupe Wall Street, não o Haiti”. Foram recebidos por um contingente de igual número de ocupantes da praça e caminharam juntos até o plantão. “Os mesmos banqueiros e capitalistas que estão levando os estadunidenses à pobreza, ao endividamento e à situação de sem teto empobreceram os haitianos durante décadas... a comunidade haitiana demonstrará sua solidariedade com os milhares que estão se levantando contra a avareza e a crise capitalistas”, declararam no seu comunicado público.
À tarde, no forum diário, manifestantes e simpatizantes ouviram os acadêmicos gregos sobre o movimento de resistência contra a austeridade na Grécia.
Aqui seguem os estudantes, agora acompanhados de sindicalistas, desempregados, profissionais ambientalistas, veteranos de guerra, uma brigada de avós pela paz, religiosos, um mosaico a cada dia mais diversificado. Fala-se de uma multidão de demandas e assuntos e, diante das críticas de que não há um programa de propostas, afirmam que há muitas, mas que, em essência, o ponto é demonstrar que “assim é que se tem uma democracia”, com a participação de todos. “Estamos abrindo um espaço democrático no umbigo da besta, Wall Street”.

Cada vez se unem mais

Com o aumento das ações no contexto nacional e o apoio de diversos setores sociais, continua a dramática transformação desta iniciativa, que ao nascer estava conformada quase exclusivamente por jovens brancos privilegiados. Agora alguns já chamam “movimento” a este esforço que começa a aglutinar os principais sindicatos e organizações sociais e comunitárias de todo tipo, elevando-se ao perfil de nova expressão social no panorama político nacional.
“Este movimento de protesto, Wall Street, contra a desigualdade econômica e social já aparece em 45 estados”, disse o noticiário nacional da NBC News. Na Praça Liberdade (Liberty Place), disse o repórter, não só há mais organização a cada dia, como receberam dezenas de milhares de dólares em doações, além de roupas, alimentos e mais.
Para outros noticiários, o fenômeno é reportado com seriedade, mas chega a ser cômico. Por exemplo, na CNN o subtítulo afirmava: “protestos de Wall Street explodem; expressam a ira contra os sistemas financeiros e políticos”. Enquanto isso, uma locutora resume: “há muita gente zangada lá fora”. E pergunta a sua repórter que está na praça se já é algo como a Praça Tahir, no Cairo, e a resposta é que isso está por se ver, que poderia ser. Aparentemente não se davam conta de que isso implicaria na derrubada do governo pelo movimento.
Alguns analistas, comentaristas, acadêmicos e estrategistas políticos mais conhecidos debatem se é o início de uma expressão popular progressista, como uma espécie de contrapartida do ultraconservador Tea Party, se ajudará ou atrapalhará as perpectivas eleitorais de Barack Obama, se é uma expressão “efetiva” ou se pode “detonar uma revolução”. Por outro lado, os pré-candidatos presidenciais republicanos denunciam o Occupy Wall Street como perigoso, por promover “a guerra de classes” e por ser “anticapitalista” e, por isso, “anti-americana”.
O economista prêmio Nobel, Paul Krugman, escreveu hoje, em sua coluna no New York Times, “algo está acontecendo aqui. O que é, não está bem claro, mas poderíamos, enfim, estar vendo o surgimento de um movimento popular que, diferente do Tea Party, está furioso com as pessoas indicadas.” Acrescenta que “a acusação dos manifestantes de Wall Street, como uma força destrutiva, econômica e politicamente, é completamente correta”. Krungman adverte que “agora, com sindicatos e um número crescente de democratas expressando, pelo menos, um apoio qualificado aos manifestantes, Occupy Wall Street começa a ser visto como um ato importante que, eventualmente, poderia ser considerado um ponto crítico.”
Em Nova Iorque, alguns se queixam da “incivilidade geral” na praça, e o ruído da incansável batucada, como disse um cidadão no programa de rádio de linha aberta com o prefeito Michael Bloomberg, membro destacado do um por cento mais rico do país. “Estamos agindo de maneira que o problema não cresça e protegendo os direitos de todos. Não há soluções fáceis aqui e só posso dizer que estamos trabalhando nisso”. Ainda que estivesse falando do “incômodo” físico que causava a manifestação, poderia muito bem estar falando politicamente a mesma coisa. Mas, ao que parece, já é tarde demais – “o problema” já cresceu.

Traduzido de: La Jornada

sábado, 8 de outubro de 2011

Religião

“A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis” (Albert Einsten)

Religião, basicamente definida por uma palavra: Desconhecimento. Com isso, a maioria das coisas que o ser humano desconhece ele empurra para a religião para conseguir explicar, sempre foi assim, desde os tempos antigos.
Nada mais é também do que algo que os fracos possam desabafar e se prenderem naquilo, procurando assim, resolver seus problemas; algo tanto quanto inútil.
Como se estivéssemos no famoso "Mito da Caverna", de Platão. Nossas mentes acorrentadas sobre uma caverna a qual passa um feixe de luz e só podemos ver as sombras. Contudo, como não sabemos o que são essas sombras e porque elas estão ali, nós criamos várias imagens e supostas teorias para poder explicar, porém, Deus não pode ser explicado pela razão.
Conforme ao passar dos tempos, alguns de nós conseguimos nos livrar das correntes e seguir para o caminho da luz, onde vemos toda a realidade que se diferencia daquela história fictícia, e os que tentam mostrar o que viram para os outros, são ignorados e rejeitados, já que as sombras são mais confortáveis e seguras. Não precisamos saber porque estamos aqui ou como tudo começou, apenas viva.

sábado, 24 de setembro de 2011

Amor


Desejos impossíveis,
Quanto mais impossíveis melhor,
Pois só assim o amor surgirá,
Através de pontadas horríveis,

Eros, ó senhor do belo,
Explique-me como é possível,
Amar a si próprio,
Pois quem ama a si próprio,
Amas aquilo que não és

A carência,
A persistência,
A malemolência,
Todos juntos, floridos, unidos

Segundo Platão, o amor verdadeiro é carente, e belo. Logo, o amor é aquele que carece do belo. Porém existem várias subcategorias presentes neste tema, e, para muitos, é algo incondicial, impossível de se ter.

Conhecimento


"O conhecimento só é válido quando posto em prática" (Gandhi)

Conhecimento, nada mais nada menos do que um conjunto de experiências e teoria, ambos caminham lado a lado, para não cair nas garras da hipocrisia.
Em falar hipócritas, estão em todos os lugares com o dito cujo "Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço", meros ratos sujos da sociedade.
Pena que muitos empiristas só conseguem ver que precisam da experiência primeiro para obter conhecimento, pelo ao contrário, tudo o que fazemos para obter conhecimento tem que haver uma coerência entre teoria e prática, só assim para ambos caminharem.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Teorias #1: Coisas Utópicas


Bom, às vezes paro pra pensar sobre variados assuntos, e me dei de cara logo com este, sobre coisas utópicas, ou seja, coisas fantasiosas, perfeitas, que não existem.

Liberdade: O principal significado utópico, pois nem todos somos livres para o que quisermos, somos menos livres do que imaginamos, pois somos presos e forçados a tudo que nos impõem, alguns sendo até influenciados por esses meios.

Paz: Um dos principais pontos de contradição da mídia, pois sempre pretendem propagar a paz sendo que é algo impossível, pois vivemos e vivemos de guerras, é assim com que aprendemos a criar alguns conceitos, o que me parece difícil nesses últimos séculos.

Preconceito: Principal palavra utópica do cotidiano, pois sempre foi e será algo de nossa natureza, julgamos tudo e todos independentemente das máscaras que criamos anti-preconceito, só basta nós fecharmos a boca. O engraçado é que enfatizam tanto em propagandas anti-preconceito, liberdade e paz para iludir o povo que acabam esquecendo de coisas mais importantes, como educação e saúde.

E por assim e diante, temos vários assuntos/palavras/sentidos utópicos, porém, destaquei um dos três principais em minha opinião. Pretendo continuar com esta série sobre minhas teorias, é algo inovador para o meu estilo de escrita.

Cegueira consumista


Ultimamente venho notando muito como as pessoas estão virando "zumbis", comandados pelas mídias a serem extremamente consumistas.
Aliás, desde que existia o sistema capitalista, afinal, existia toda essa jogada de propaganda. Induzidos, programados, desinformados, superficializados, cheios de preconceitos e iludidos.
Venho notando também que a própria mídia cria sua "oposição", contra seus sermões. O que acaba como um mero teatro, encenações e encenações, e nada por resolvido.
E essa suposta oposição, possuem um ar dentro de si de serem 'alternativos', diferentes, mas como todos que participam dessa oposição querem ser assim, viram todos iguais. "Porque a culpa é de nossa sociedade capitalista, que nos tratam como escravos de nossos fins", dizem eles, porém ainda são hipócritas o suficiente de seguirem religiosamente todos os conceitos midiáticos, coitados.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dívida Pública


Todo ano, o orçamento brasileiro leva uma mordida que come metade do seu montante, para pagamento a bancos internacionais dos juros de uma dívida que não diminui, que foi constituída de forma obscura, que muda de nome para se atualizar e que foi investigada por uma CPI, evidentemente sem divulgação por parte da auto denominada "imprensa livre". Livre pra mentir, enganar e distorcer a realidade em favor dos mais poderosos e ricos e em prejuízo do povos, cada vez mais espremidos para enriquecer mais e mais os grandes bancos e empresas internacionais e seus cúmplices nacionais, concentrando mais e mais poder e aumentando mais e mais o controle privado sobre os Estados. No link abaixo, algumas investigações feitas pela CPI da Dívida Pública, na Câmara dos Deputados. Que transcorreu e acabou sob o silêncio da mídia. (Eduardo Marinho)

http://www.desenvolvimentistas.com.br/blog/blog/2011/06/21/inflacao-divida-publica-2/

Ensino Religioso


Estou voltando à uma polêmica de uns meses atrás, mas me impressionou bastante a hipocrisia do Estado brasileiro.
Dizem que somos um país laico, ou seja, não misturamos religião com política, e etc. Mas pelo que me parece não é muito bem assim o que está ocorrendo ultimamente, 11 Estados brasileiros não seguem a lei do laicismo, e impõem rigorosamente o ensino religioso, o que estava causando uma enorme polêmica na mídia.
Para vermos mesmo como estamos muito evoluídos, não é mesmo? Já basta o nosso ensino público de terceiro mundo, e agora isso também.
Pobre Brasil, lotado de cegos e iludidos por falsos líderes que roubam seus pensamentos e sonhos.

domingo, 20 de março de 2011

Revolução

"Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação" (
Sophia de Mello Breyner)

O Oriente descobriu sua liberdade de expressão, aprendeu a dizer não, aprendeu a revolucionar, infelizmente, com a lenta influência ocidental.

terça-feira, 1 de março de 2011

Ciência e Arte


Ciência e Arte,
Arte e Ciência,
Me pergunto,
Qual a diferença,

Ciência demonstra,
Arte expressa,
Ciência é a razão,
Arte imaginação,

Ciência é para os inteligentes,
Arte é para os sábios,

Uma simples regra,
És inteligente,
Ou és sábio,

Mas se queres mudar o mundo,
Deverás ser algo mais,
Deverás ser um gênio,
A ponta da faca,
A agulha no palheiro,

Deverás ser a exceção,
Deverás deixar a ciência para o cérebro,
E a Arte para o coração


Um poema simples, talvez com alguns erros, mas qual é a relevância dos erros se a mensagem é boa, o poema expressa que de certo modo a razão depende da imaginação, um complemento. Tem certas coisas que a imaginação não pode provar, então essa tarefa cabe a razão, mas quando a razão não consegue provar, então só nos resta imaginar. Um grande sábio já dizia:
"Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que sonha nossa vã filosofia"