
"Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão."
(Vinícius de Moraes)
Operários, aqueles que levantam uma base, aqueles melhoram a infraestrutura, infelizmente, não tem sua valorização. O operário faz as roupas de elite, mas eles se vêm distante. O operário faz casas e mansões, mas os ricos que são valorizados.
Artesãos, camponeses, nobres e proletários; tomam nas mãos e parados com facas pois são obrigados a lutarem uns contra os outros. Audazes na subversão, os professores aditam à história das classes dominantes a história das classes dominadas.
O proletariado aprendeu a aprender. De cabo a rabo explorado, em todo o lugar: na fábrica, no arado, na pua e na grua do navio. A instrução era necessária e ele foi obrigado à escola, sem querer, pois foi o escasso o aprendizado, e no mais das vezes falsificado. Mas aprendeu a saber do poder do saber, e a ter sede do próprio saber.
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